BARA LODE: Maíz tostado oscuro Corona de Pipoca 3 o 7 Papas asadas
ECO : agua ,dende, pisca de fariña.
BARA ADAGUE: Maíz tostado Corona de Pipoca 3 o 7 Papas asadas Opete de Papas en forma de cono ECO : agua ,dende, pisca de fariña.
BARA LANA: Maiz tostado no muy oscuro, 3, 7 Papas asadas Corona de Pipoca Opete en forma de cono ECO : agua ,dende, pisca de fariña.
BARA AGELU: Axoxo (maíz hervido)3 o 7 Papas asadas con miel o herbidas con cascara - corona de pipoca opete en forma de cono- 7 caramelos de miel ECO : agua ,dende, pisca de fariña, MIEL.
OGUM AVAGA: Fariña tostada con dende 3, 5,7 Costillas de Asado asadas .
OGUM -ONIRA -OLOBEDE: Fariña con dende 3, 5 ,7Costillas de Asado asadas .
OGUM ADIOLA: Fariña con dende 3,5,7 Costillas de Asado asadas,Hojas de Lechuga ,Rodajas de Tomate.
OIA TODA : Colchon de pipoca, Batata en rodajas frita,Opete de Batata,Manzana roja marcada. juego de alianzas de cotillon
XANGO AGANJU DE IBEIGE: Pirón de Fariña, salsa de tomate,Grana de pecho corona de Mazamorra amarilla , 6 banana .quindin, juguetes, golosinas
XANGO AGANJU- AGODO: Pirón de Fariña, salsa de tomate,Grana de pecho 1 Manzana roja marcada, 6 Banana, hoja de mostarda.
Xango kamuka:piron crudo hecho solo con agua tibia grana de pecho con huesos repollo colorado cortado fino 6bananas 1 manzana colorada sin marcar
ODE : Fariña con Miel y dende Costillas de Cerdo.
OTIM: Fariña con Miel y Dende Costillas de Cerdo .
OSSAÑA: Fariña con dende ,Chorizo cocido,Opete de Papas en forma de pies o mano o redondo.
OBA: Poroto tape ,Mazamorra amarilla ,Corona de pipoca .
XAPANA TODOS: Porotos negros , Maní enteros tostados ,Opete de Papas en forma redonda.
OXUM TODAS: Mazamorra amarilla ,Miel, Guindin
YEMANJA TODAS: Mazamorra blanca, Cocadas ,Miel (poca).
OXALA TODOS: Mazamorra blanca ,Merengues.
OXALA OROMILAIA: 2 yemas de huevos colorados- miel
Chat Santeria Umbanda Quimbanda Caboclos Exus Pomba giras, Radio Umbanda ,puntos cantados mp3 descargas gratis, ATENCION : Si nos visitas desde tu movil y quieres escuchar nuestra radio debes elegir version web en la parte inferior , muchas gracias , Axe Fun O !!!!
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sábado, 25 de octubre de 2008
martes, 7 de octubre de 2008
XANGÔ
Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado
no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por
assim dizer, que pisou em terras brasileiras.
Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes
confundido como um Orixá com especial ascendência sobre os
demais, em termos hierárquicos. Essa confusão acontece por
dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei,
alguém que cuida da administração, do poder e,
principalmente, da justiça - representa a autoridade constituída
no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no norte do Brasil
diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô. No
Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, a
prática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô,
talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de
Xangô entre os negros que vieram trazidos de África. Na
mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão
Xangô de Caboclo, que se refere obviamente ao que
chamamos de Candomblé de Caboclo.
Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso,
é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e
das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que
não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando
inquiridos.
Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas,
hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal.
Ele é o Orixá do raio e do trovão.
Na África, se uma casa é atingida por um raio, o seu proprietário
paga altas multas aos sacerdotes de Xangô, pois se considera
que ele incorreu na cólera do Deus. Logo depois os sacerdotes
vão revirar os escombros e cavar o solo em busca das pedrasde-
raio formadas pelo relâmpago. Pois seu axé está concentrado
genericamente nas pedras, mas, principalmente naquelas
resultantes da destruição provocada pelos raios, sendo o
Meteorito é seu axé máximo.
Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser
em contendas pessoais suas, presentes nas lendas referentes a
seus envolvimentos amorosos e congêneres). Seu raio e
eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial,onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. Seu Axé, portanto está
concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos
maciços. Suas pedras são inteiras, duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá.
Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e
Zeus, o deus principal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado
estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O
administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo
ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo
essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada. Segundo Pierre
Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta. Assim como Zeus, é
uma divindade ligada à força e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas
lendas a seu respeito, uma intensa atividade amorosa.
Outra informação de Pierre Verger especifica que esse Oxé parece ser a estilização de um personagem
carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o duplo machado, e lembra, de certa
forma a cerimônia chamada ajerê, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia
de furos, dentro da qual queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é
simulado.
Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos destemperos, mas vital
e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor.
Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com a morte. Se Nanã é
como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos de seres humanos mortos,
Eguns, Xangô é que mais os detesta ou os teme. Há quem diga que, quando a morte se aproxima de um
filho de Xangô, o Orixá o abandona, retirando-se de sua cabeça e de sua essência, entregando a cabeça de
seus filhos a Obaluaiê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal o grau de aversão que tem por
doenças e coisas mortas.
Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas praticamente todos
aceitam como preceito que um filho que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, não deve entrar em
cemitérios nem acompanhar a enterros.
Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados,
pertencem a Xangô.
Xangô teria como seu ponto fraco, a sensualidade
devastadora e o prazer, sendo apontado como uma figura
vaidosa e de intensa atividade sexual em muitas lendas e
cantigas, tendo três esposas: Obá, a mais velha e menos
amada; Oxum, que era casada com Oxossi e por quem
Xangô se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi; e
Iansã, que vivia com Ogum e que Xangô raptou.
No aspecto histórico Xangô teria sido o terceiro Aláàfin
Oyó, filho de Oranian e Torosi, e teria reinado sobre a
cidade de Oyó (Nigéria), posto que conseguiu após
destronar o próprio meio-irmão Dada-Ajaká com um golpe
militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô.
Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se na floresta, sempre acompanhado da fiel
Iansã, enforcou-se e ela também. Seu corpo desapareceu debaixo da terra num profundo buraco, do qual
saiu uma corrente de ferro - a cadeia das gerações humanas. E ele se transformou num Orixá. No seu
aspecto divino, é filho de Oxalá, tendo Yemanjá como mãe.
Xangô também gera o poder da política. É monarca por natureza e chamado pelo termo obá, que significa
Rei. No dia-a-dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças sindicais,
associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade
no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.
Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa. É a rigidez, organização, o trabalho, a discussão
pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de vencer. Também o
sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue
azul”, o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a
pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo.
Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalá com Yemanjá. Diz a lenda que ele foi rei de Oyó. Rei poderoso e
orgulhoso e teve que enfrentar rivalidades e até brigar com seus irmãos para manter-se no poder.
no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por
assim dizer, que pisou em terras brasileiras.
Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes
confundido como um Orixá com especial ascendência sobre os
demais, em termos hierárquicos. Essa confusão acontece por
dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei,
alguém que cuida da administração, do poder e,
principalmente, da justiça - representa a autoridade constituída
no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no norte do Brasil
diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô. No
Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, a
prática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô,
talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de
Xangô entre os negros que vieram trazidos de África. Na
mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão
Xangô de Caboclo, que se refere obviamente ao que
chamamos de Candomblé de Caboclo.
Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso,
é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e
das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que
não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando
inquiridos.
Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas,
hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal.
Ele é o Orixá do raio e do trovão.
Na África, se uma casa é atingida por um raio, o seu proprietário
paga altas multas aos sacerdotes de Xangô, pois se considera
que ele incorreu na cólera do Deus. Logo depois os sacerdotes
vão revirar os escombros e cavar o solo em busca das pedrasde-
raio formadas pelo relâmpago. Pois seu axé está concentrado
genericamente nas pedras, mas, principalmente naquelas
resultantes da destruição provocada pelos raios, sendo o
Meteorito é seu axé máximo.
Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser
em contendas pessoais suas, presentes nas lendas referentes a
seus envolvimentos amorosos e congêneres). Seu raio e
eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial,onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. Seu Axé, portanto está
concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos
maciços. Suas pedras são inteiras, duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá.
Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e
Zeus, o deus principal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado
estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O
administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo
ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo
essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada. Segundo Pierre
Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta. Assim como Zeus, é
uma divindade ligada à força e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas
lendas a seu respeito, uma intensa atividade amorosa.
Outra informação de Pierre Verger especifica que esse Oxé parece ser a estilização de um personagem
carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o duplo machado, e lembra, de certa
forma a cerimônia chamada ajerê, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia
de furos, dentro da qual queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é
simulado.
Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos destemperos, mas vital
e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor.
Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com a morte. Se Nanã é
como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos de seres humanos mortos,
Eguns, Xangô é que mais os detesta ou os teme. Há quem diga que, quando a morte se aproxima de um
filho de Xangô, o Orixá o abandona, retirando-se de sua cabeça e de sua essência, entregando a cabeça de
seus filhos a Obaluaiê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal o grau de aversão que tem por
doenças e coisas mortas.
Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas praticamente todos
aceitam como preceito que um filho que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, não deve entrar em
cemitérios nem acompanhar a enterros.
Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados,
pertencem a Xangô.
Xangô teria como seu ponto fraco, a sensualidade
devastadora e o prazer, sendo apontado como uma figura
vaidosa e de intensa atividade sexual em muitas lendas e
cantigas, tendo três esposas: Obá, a mais velha e menos
amada; Oxum, que era casada com Oxossi e por quem
Xangô se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi; e
Iansã, que vivia com Ogum e que Xangô raptou.
No aspecto histórico Xangô teria sido o terceiro Aláàfin
Oyó, filho de Oranian e Torosi, e teria reinado sobre a
cidade de Oyó (Nigéria), posto que conseguiu após
destronar o próprio meio-irmão Dada-Ajaká com um golpe
militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô.
Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se na floresta, sempre acompanhado da fiel
Iansã, enforcou-se e ela também. Seu corpo desapareceu debaixo da terra num profundo buraco, do qual
saiu uma corrente de ferro - a cadeia das gerações humanas. E ele se transformou num Orixá. No seu
aspecto divino, é filho de Oxalá, tendo Yemanjá como mãe.
Xangô também gera o poder da política. É monarca por natureza e chamado pelo termo obá, que significa
Rei. No dia-a-dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças sindicais,
associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade
no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.
Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa. É a rigidez, organização, o trabalho, a discussão
pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de vencer. Também o
sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue
azul”, o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a
pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo.
Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalá com Yemanjá. Diz a lenda que ele foi rei de Oyó. Rei poderoso e
orgulhoso e teve que enfrentar rivalidades e até brigar com seus irmãos para manter-se no poder.
Lenda de Nana
Como Nanã Ajudou na Criação do Homem:
Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou
vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu.
Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o
homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu
socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é
Nanã. Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos
Orixá povoou a Terra. Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar à terra,
voltar à natureza de Nanã. Nanã deu a matéria no começo mas quer de volta no final tudo o que é seu.
Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou
vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu.
Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o
homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu
socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é
Nanã. Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos
Orixá povoou a Terra. Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar à terra,
voltar à natureza de Nanã. Nanã deu a matéria no começo mas quer de volta no final tudo o que é seu.
COZINHA RITUALÍSTICA : comida de Nana Preparacion
Canjica branca
Canjica branca cozida, leite de coco. Colocar a canjica em tigela de louça branca, despejando mel por cima,
e uvas brancas, se desejar.
Berinjela com inhame
Berinjela aferventada e cortada verticalmente em 4 partes; Inhames cozidos em água pura, com casca, e
cortados em rodelas.; Arrumados em um alguidar vidrado, regado com mel.
Sarapatel
Lava-se miúdos de porco com água e limão. Corta-se em pedaços pequenos e tempera-se com coentro,
louro, pimenta do reino, cravos da índia, caldo de limão e sal. Cozinha-se tudo no fogor. Quando tudo
estiver macio, junta-se sangue de porco e ferve-se. Sirve-se, acompanhado de farinha de mandioca torrada
ou arroz branco.
Paçoca de amendoim
Amendoins torrados e moídos misturados com farinha de mandioca crua, açúcar e uma pitada de sal.
Efó
Ferve-se 1 maço bem grande de língua de vaca, espinafre ou beterraba. Depois amassar até virar um purê;
Passa-se por uma peneira e espalhe a massa para evaporar toda a água; Depois de seca, coloca-se numa
panela, junto com azeite de dendê, camarões secos, pimenta do reino, cebola, alho e sal. Cozinha-se com a
panela tampada e em fogo baixo; É servido com arroz branco.
Aberum
Milho torrado e pilado.
NOTA :( Obs.) Nanã também recebe:Calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão, tudo
depositado à beira de um lago ou mangue.
Canjica branca cozida, leite de coco. Colocar a canjica em tigela de louça branca, despejando mel por cima,
e uvas brancas, se desejar.
Berinjela com inhame
Berinjela aferventada e cortada verticalmente em 4 partes; Inhames cozidos em água pura, com casca, e
cortados em rodelas.; Arrumados em um alguidar vidrado, regado com mel.
Sarapatel
Lava-se miúdos de porco com água e limão. Corta-se em pedaços pequenos e tempera-se com coentro,
louro, pimenta do reino, cravos da índia, caldo de limão e sal. Cozinha-se tudo no fogor. Quando tudo
estiver macio, junta-se sangue de porco e ferve-se. Sirve-se, acompanhado de farinha de mandioca torrada
ou arroz branco.
Paçoca de amendoim
Amendoins torrados e moídos misturados com farinha de mandioca crua, açúcar e uma pitada de sal.
Efó
Ferve-se 1 maço bem grande de língua de vaca, espinafre ou beterraba. Depois amassar até virar um purê;
Passa-se por uma peneira e espalhe a massa para evaporar toda a água; Depois de seca, coloca-se numa
panela, junto com azeite de dendê, camarões secos, pimenta do reino, cebola, alho e sal. Cozinha-se com a
panela tampada e em fogo baixo; É servido com arroz branco.
Aberum
Milho torrado e pilado.
NOTA :( Obs.) Nanã também recebe:Calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão, tudo
depositado à beira de um lago ou mangue.
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ATRIBUIÇÕES de NANA y CARACTERISTICAS DOS FILHOS
ATRIBUIÇÕES:
A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de
atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres
emocionados e preparando-os para uma nova "vida", já mais
equilibrada .
AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ
Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça, pode levar em
conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em
excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também
ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair
censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz
valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos
problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande
capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito
mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o
perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma
habilidade natural. Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive
voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e
necessidades dos outros.
Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não
obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas
cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são
evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias,
nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela.
Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, mantém-nas sempre no caminho da sabedoria
e da justiça.
Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais conservadores que o restante
da sociedade, desejarem a volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem um
mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos
novos costumes, da nova moralidade, etc.
Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais idade do que
realmente têm.
Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com dignidade e gentileza. São pessoas
lentas no exercício de seus afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar uma
eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e excesso de mansidão, possuindo
tendência a se comportar com a indulgência das avós. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de
suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça, com segurança e majestade.
O tipo psicológico dos filhos de NANÃ à introvertido e calmo. Seu temperamento é severo e austero.
Rabugento, é mais temido do que amado. Pouco feminina, não tem maiores atrativos e à muito afastada da
sexualidade. Por medo de amar e de ser abandonada e sofrer, ela dedica sua vida ao trabalho, à vocação,
à ambição social.
A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de
atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres
emocionados e preparando-os para uma nova "vida", já mais
equilibrada .
AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ
Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça, pode levar em
conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em
excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também
ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair
censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz
valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos
problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande
capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito
mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o
perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma
habilidade natural. Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive
voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e
necessidades dos outros.
Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não
obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas
cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são
evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias,
nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela.
Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, mantém-nas sempre no caminho da sabedoria
e da justiça.
Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais conservadores que o restante
da sociedade, desejarem a volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem um
mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos
novos costumes, da nova moralidade, etc.
Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais idade do que
realmente têm.
Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com dignidade e gentileza. São pessoas
lentas no exercício de seus afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar uma
eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e excesso de mansidão, possuindo
tendência a se comportar com a indulgência das avós. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de
suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça, com segurança e majestade.
O tipo psicológico dos filhos de NANÃ à introvertido e calmo. Seu temperamento é severo e austero.
Rabugento, é mais temido do que amado. Pouco feminina, não tem maiores atrativos e à muito afastada da
sexualidade. Por medo de amar e de ser abandonada e sofrer, ela dedica sua vida ao trabalho, à vocação,
à ambição social.
Canjica ,Acaçá , Mungunzá preparacion
COZINHA RITUALÍSTICA comida de Oxala:
Canjica
Canjica branca (sem aquele olhinho escuro e mal cozida). Colocar em tigela de louça branca. Cobrir com
Algodão, Folhas de Saião ou Claras em Neve. Podendo colocar um cacho de uva branca por cima de tudo.
Regar com mel
Acaçá
Cozinhar 1/2 kg de Farinha de Milho branca, como um angu ou mingau. Deixe esfriar um pouco, e faça
bolinhos. Em algumas casas se põe, às colheradas, em folhas de bananeira passada ao fogo e enrola-se.
Serve-se depois de frio.
Obs1) Quando colocar esta oferenda, coloque na frente de seu altar com uma copo de água na parte de
cima, uma vela de 7 dias a direita, 3 ramos de trigo a esquerda e na parte de baixo encima de uma pano
branco coloque um pãozinho cortado em três pedaços, deixe até acabar a vela de 7 dias e veras que criara
uma penugem de bolor nos Acaçá, sinal que seu pedido e sua fé foi bem aceita, despache tudo em um
jardim ou campo florido.
Obs3) Já existe à venda no mercado a chamada "farinha de acaçá", que é a canjica branca já moída, o que
facilita enormemente a confecção do acaçá de Oxalá.
Mungunzá
Escolha 1/2 kg de canjica branca (sem aquele olhinho escuro) e ponha de molho na véspera. No dia
seguinte, ponha para cozinhar com água e sal. Quando a canjica começar a amaciar, adicione o leite ralo
de 2 cocos, junte o açúcar, misture e, se preciso, ponha mais sal. Acrescente os cravos-da-índia e a canela.
Desmanche o creme de arroz em leite de coco puro e junte ao mungunzá para engrossar o caldo do
mesmo. Sirva em pratos fundos, como sopa.
Também se faz agrado com uma mesa de frutas, que não podem ter espinhos farpas ou fiapos, como por
exemplo: manga, abacaxi, carambola, cajá-manga, etc.
No Candomblé é o único Orixá que não exige matança, em tempo algum.
Canjica
Canjica branca (sem aquele olhinho escuro e mal cozida). Colocar em tigela de louça branca. Cobrir com
Algodão, Folhas de Saião ou Claras em Neve. Podendo colocar um cacho de uva branca por cima de tudo.
Regar com mel
Acaçá
Cozinhar 1/2 kg de Farinha de Milho branca, como um angu ou mingau. Deixe esfriar um pouco, e faça
bolinhos. Em algumas casas se põe, às colheradas, em folhas de bananeira passada ao fogo e enrola-se.
Serve-se depois de frio.
Obs1) Quando colocar esta oferenda, coloque na frente de seu altar com uma copo de água na parte de
cima, uma vela de 7 dias a direita, 3 ramos de trigo a esquerda e na parte de baixo encima de uma pano
branco coloque um pãozinho cortado em três pedaços, deixe até acabar a vela de 7 dias e veras que criara
uma penugem de bolor nos Acaçá, sinal que seu pedido e sua fé foi bem aceita, despache tudo em um
jardim ou campo florido.
Obs3) Já existe à venda no mercado a chamada "farinha de acaçá", que é a canjica branca já moída, o que
facilita enormemente a confecção do acaçá de Oxalá.
Mungunzá
Escolha 1/2 kg de canjica branca (sem aquele olhinho escuro) e ponha de molho na véspera. No dia
seguinte, ponha para cozinhar com água e sal. Quando a canjica começar a amaciar, adicione o leite ralo
de 2 cocos, junte o açúcar, misture e, se preciso, ponha mais sal. Acrescente os cravos-da-índia e a canela.
Desmanche o creme de arroz em leite de coco puro e junte ao mungunzá para engrossar o caldo do
mesmo. Sirva em pratos fundos, como sopa.
Também se faz agrado com uma mesa de frutas, que não podem ter espinhos farpas ou fiapos, como por
exemplo: manga, abacaxi, carambola, cajá-manga, etc.
No Candomblé é o único Orixá que não exige matança, em tempo algum.
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Orixas na Umbanda
LINHAS, LEGIÕES E FALANGES
Cada linha compõe-se de sete legiões, tendo cada legião o seu chefe. Cada legião divide-se em sete
grandes falanges, que por sua vez também tem um chefe e cada falange divide-se em sete sub-falanges e
assim por diante, obedecendo a um critério lógico.
Agora apresentaremos as linhas e seus Orixás com os seus respectivos chefes de legiões.
OXALÁ (ou ORIXALÁ)
(ORI = Luz, Reflexo; XA = Senhor, Fogo; LÁ = Deus, Divino)
Portanto, A LUZ DO SENHOR DEUS
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Oxalá:
Caboclo Urubatão Da Guia ___representante da vibração espiritual
Caboclo Guaracy ; intermediário para Ogum
Caboclo Guarani ; intermediário para Oxossi
Caboclo Aymoré ; intermediário para Xangô
Caboclo Tupy ; intermediário para Yorimá
Caboclo Ubiratan , intermediário para Yori
Caboclo Ubirajara , intermediário para Yemanjá
OXOSSI
(OX = Ação ou Movimento; O = Círculo; SSI = Viventes da Terra)
Portanto, A POTÊNCIA QUE DOUTRINA, O CATEQUIZADOR DE ALMAS
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Oxossi:
Caboclo Arranca-Toco ,Representante Da Vibração Espiritual
Caboclo Araribóia, Intermediário Para Ogum
Caboclo Arruda ,Intermediário Para Oxalá
Caboclo Cobra-Coral ,Intermediário Para Xangô
Caboclo Tupinambá ,Intermediário Para Yorimá
Cabocla Jurema ,Intermediário Para Yori
Caboclo Pena-Branca ,Intermediário Para Yemanjá
OGUM
(OG = Glória, Salvação; AUM = Fogo, Guerreiro)
Portanto, O GUERREIRO CÓSMICO PACIFICADOR, O FOGO DA GLÓRIA
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de:
Caboclo Ogum Dilê representante da Vibração Espiritual
Caboclo Ogum Matinata intermediário para Oxalá
Caboclo Ogum Rompe-Mato intermediário para Oxossi
Caboclo Ogum Beira-Mar intermediário para Xangô
Caboclo Ogum De Malé intermediário para Yorimá
Caboclo Ogum Megê intermediário para Yori
Caboclo Ogum Yara intermediário para Yemanjá
XANGÔ
(XA = Senhor, Dirigente; ANGÔ = Raio, Alma)
Portanto, O SENHOR DIRIGENTE DAS ALMAS
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Xangô:
Caboclo Xangô Kaô representante da vibração espiritual
Caboclo Xangô Pedra-Branca intermediário para Oxalá
Caboclo Xangô Agodô intermediário para Oxossi
Caboclo Xangô Sete Montanhas intermediário para Ogum
Caboclo Xangô Sete Cachoeiras intermediário para Yori
Caboclo Xangô Pedra-Preta intermediário para Yorimá
Caboclo Xangô Sete Pedreiras intermediário para Yemanjá
YORIMÁ
(YO = Potência, Ordem, Princípio; RI = Reinar, Iluminado; MÁ = Lei, Regra)
Portanto, PRINCÍPIO OU POTÊNCIA REAL DA LEI
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Yorimá:
Pai Guiné representante da vibração espiritual
Pai Tomé intermediário para Oxalá
Pai Joaquim intermediário para Oxossi
Pai Benedito intermediário para Ogum
Vovó Maria Conga intermediário para Xangô
Pai Congo D'aruanda intermediário para Yori
Pai Arruda intermediário para Yemanjá
YORI
(YO => Potência, Ordem, Princípio; RI => Reinar, Iluminado; ORI => Luz, Esplendor)
Portanto, POTÊNCIA DOS PUROS OU DA PUREZA
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Yori:
Tupanzinho representante da vibração espiritual
Ori intermediário para Oxalá
Damião intermediário para Oxossi
Yari intermediário para Ogum
Doum intermediário para Xangô
Cosme intermediário para Yorimá
Yariri intermediário para Yemanjá
YEMANJÁ
(YE => Mãe, Princípio Gerante; MAN => O Mar, A Água, Lei das Almas; YÁ => Matriz, Maternidade)
Portanto, A SENHORA DA VIDA
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Yemanjá:
Cabocla Yara representante da vibração espiritual
Cabocla Estrela Do Mar intermediário para Oxalá
Cabocla Indaiá intermediário para Oxossi
Cabocla Do Mar intermediário para Ogum
Cabocla Iansan intermediário para Xangô
Cabocla Nanã Burukun intermediário para Yorimá
Cabocla Oxum intermediário para Yori
Cada linha compõe-se de sete legiões, tendo cada legião o seu chefe. Cada legião divide-se em sete
grandes falanges, que por sua vez também tem um chefe e cada falange divide-se em sete sub-falanges e
assim por diante, obedecendo a um critério lógico.
Agora apresentaremos as linhas e seus Orixás com os seus respectivos chefes de legiões.
OXALÁ (ou ORIXALÁ)
(ORI = Luz, Reflexo; XA = Senhor, Fogo; LÁ = Deus, Divino)
Portanto, A LUZ DO SENHOR DEUS
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Oxalá:
Caboclo Urubatão Da Guia ___representante da vibração espiritual
Caboclo Guaracy ; intermediário para Ogum
Caboclo Guarani ; intermediário para Oxossi
Caboclo Aymoré ; intermediário para Xangô
Caboclo Tupy ; intermediário para Yorimá
Caboclo Ubiratan , intermediário para Yori
Caboclo Ubirajara , intermediário para Yemanjá
OXOSSI
(OX = Ação ou Movimento; O = Círculo; SSI = Viventes da Terra)
Portanto, A POTÊNCIA QUE DOUTRINA, O CATEQUIZADOR DE ALMAS
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Oxossi:
Caboclo Arranca-Toco ,Representante Da Vibração Espiritual
Caboclo Araribóia, Intermediário Para Ogum
Caboclo Arruda ,Intermediário Para Oxalá
Caboclo Cobra-Coral ,Intermediário Para Xangô
Caboclo Tupinambá ,Intermediário Para Yorimá
Cabocla Jurema ,Intermediário Para Yori
Caboclo Pena-Branca ,Intermediário Para Yemanjá
OGUM
(OG = Glória, Salvação; AUM = Fogo, Guerreiro)
Portanto, O GUERREIRO CÓSMICO PACIFICADOR, O FOGO DA GLÓRIA
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de:
Caboclo Ogum Dilê representante da Vibração Espiritual
Caboclo Ogum Matinata intermediário para Oxalá
Caboclo Ogum Rompe-Mato intermediário para Oxossi
Caboclo Ogum Beira-Mar intermediário para Xangô
Caboclo Ogum De Malé intermediário para Yorimá
Caboclo Ogum Megê intermediário para Yori
Caboclo Ogum Yara intermediário para Yemanjá
XANGÔ
(XA = Senhor, Dirigente; ANGÔ = Raio, Alma)
Portanto, O SENHOR DIRIGENTE DAS ALMAS
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Xangô:
Caboclo Xangô Kaô representante da vibração espiritual
Caboclo Xangô Pedra-Branca intermediário para Oxalá
Caboclo Xangô Agodô intermediário para Oxossi
Caboclo Xangô Sete Montanhas intermediário para Ogum
Caboclo Xangô Sete Cachoeiras intermediário para Yori
Caboclo Xangô Pedra-Preta intermediário para Yorimá
Caboclo Xangô Sete Pedreiras intermediário para Yemanjá
YORIMÁ
(YO = Potência, Ordem, Princípio; RI = Reinar, Iluminado; MÁ = Lei, Regra)
Portanto, PRINCÍPIO OU POTÊNCIA REAL DA LEI
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Yorimá:
Pai Guiné representante da vibração espiritual
Pai Tomé intermediário para Oxalá
Pai Joaquim intermediário para Oxossi
Pai Benedito intermediário para Ogum
Vovó Maria Conga intermediário para Xangô
Pai Congo D'aruanda intermediário para Yori
Pai Arruda intermediário para Yemanjá
YORI
(YO => Potência, Ordem, Princípio; RI => Reinar, Iluminado; ORI => Luz, Esplendor)
Portanto, POTÊNCIA DOS PUROS OU DA PUREZA
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Yori:
Tupanzinho representante da vibração espiritual
Ori intermediário para Oxalá
Damião intermediário para Oxossi
Yari intermediário para Ogum
Doum intermediário para Xangô
Cosme intermediário para Yorimá
Yariri intermediário para Yemanjá
YEMANJÁ
(YE => Mãe, Princípio Gerante; MAN => O Mar, A Água, Lei das Almas; YÁ => Matriz, Maternidade)
Portanto, A SENHORA DA VIDA
Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Yemanjá:
Cabocla Yara representante da vibração espiritual
Cabocla Estrela Do Mar intermediário para Oxalá
Cabocla Indaiá intermediário para Oxossi
Cabocla Do Mar intermediário para Ogum
Cabocla Iansan intermediário para Xangô
Cabocla Nanã Burukun intermediário para Yorimá
Cabocla Oxum intermediário para Yori
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Umbanda
Orixas : AFINIDADES
Os filhos de fé não recebem influências apenas de um ou dois orixás. Da mesma forma que nós não
ficamos presos à educação e à orientação de um pai espiritual, não ficamos também sob a tutela de nosso
orixá de frente ou adjuntó.
Freqüentemente recebemos influências de outros orixás (como se fossem professores, avós, tios, amigos
mais próximos na vida material). O fato de recebermos estas influências, não quer dizer que somos filhos ou
afilhados desses orixás; trata-se apenas de uma afinidade espiritual.
Uma pessoa, às vezes, não se dá melhor com uma tia do que com uma mãe? Assim também é com os
orixás. Podemos ser filhos de Ogum ou Oxum e receber mais influências de Xangô ou Iansã. Posso ser filho
de Obaluaiê e não gostar de trabalhar com entidades que mais lhe dizem respeito (linha das almas),
preferindo trabalhar com entidades de cachoeiras.
O importante é que nos momentos mais decisivos de nossas vidas, suas influências benéficas se façam
presentes, quase sempre uma soma de valores e não apenas e individualmente, a característica de um
único orixá.
Orixás cultuados na Umbanda:
Oxalá, Ibeiji, Obaluayê, Ogum, Oxossi, Xangô, Iansã, Iemanjá, Nanã, Oxum.
Exu, Obá, Ewa, Logun-edé, Iroko, Ossãe, Oxumarê, Tempo, Orumilá, Ifá.
Os orixás: Exu, Obá, Ewa, Logun-edé, Iroko, Ossãe, Oxumarê, Tempo, Orumilá, Ifá e Ibeiji não
formam a Tríade do Coronário dos médiuns na Umbanda.
ficamos presos à educação e à orientação de um pai espiritual, não ficamos também sob a tutela de nosso
orixá de frente ou adjuntó.
Freqüentemente recebemos influências de outros orixás (como se fossem professores, avós, tios, amigos
mais próximos na vida material). O fato de recebermos estas influências, não quer dizer que somos filhos ou
afilhados desses orixás; trata-se apenas de uma afinidade espiritual.
Uma pessoa, às vezes, não se dá melhor com uma tia do que com uma mãe? Assim também é com os
orixás. Podemos ser filhos de Ogum ou Oxum e receber mais influências de Xangô ou Iansã. Posso ser filho
de Obaluaiê e não gostar de trabalhar com entidades que mais lhe dizem respeito (linha das almas),
preferindo trabalhar com entidades de cachoeiras.
O importante é que nos momentos mais decisivos de nossas vidas, suas influências benéficas se façam
presentes, quase sempre uma soma de valores e não apenas e individualmente, a característica de um
único orixá.
Orixás cultuados na Umbanda:
Oxalá, Ibeiji, Obaluayê, Ogum, Oxossi, Xangô, Iansã, Iemanjá, Nanã, Oxum.
Exu, Obá, Ewa, Logun-edé, Iroko, Ossãe, Oxumarê, Tempo, Orumilá, Ifá.
Os orixás: Exu, Obá, Ewa, Logun-edé, Iroko, Ossãe, Oxumarê, Tempo, Orumilá, Ifá e Ibeiji não
formam a Tríade do Coronário dos médiuns na Umbanda.
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O QUE É ORIXÁ?
O planeta em que vivemos e todos os mundos dos planos materiais se mantêm vivos através do equilíbrio
entre as energias da natureza. A harmonia planetária só é possível devido a um intrincado e imenso jogo
energético entre os elementos químicos que constituem estes mundos e entre cada um dos seres vivos que
habitam estes planetas.
Um dado característico do exercício da religião de Umbanda é o uso, como fonte de trabalho, destas
energias. Vivendo no planeta Terra, o homem convive com Leis desde sua origem e evolução, Leis que
mantêm a vitalidade, a criação e a transformação, dados essenciais à vida como a vemos desenvolver-se a
cada segundo. Sem essa harmonia energética o planeta entraria no caos.
O fogo, o ar, a terra e a água são os elementos primordiais que, combinados, dão origem a tudo que nossos
corpos físicos sentem, assim como também são constituintes destes corpos.
Acreditamos que esses elementos e suas ramificações são comandados e trabalhados por Entidades
Espirituais que vão desde os Elementais (espíritos em transição atuantes no grande laboratório planetário),
até aos Espíritos Superiores que inspecionam, comandam e fornecem o fluido vital para o trabalho
constante de CRIAR, MANTER e TRANSFORMAR a dinâmica evolutiva da vida no Planeta Terra.
A esses espíritos de alta força vibratória chamamos ORIXÁS, usando um vocábulo de origem Yorubana.
Na Umbanda são tidos como os maiores responsáveis pelo equilíbrio da natureza. São conhecidos em
outras partes do mundo como "Ministros" ou "Devas", espíritos de alta vibração evolutiva que cooperam
diretamente com Deus, fazendo com que Suas Leis sejam cumpridas constantemente.
O uso de uma palavra que significa “dono da cabeça” (ORI-XÁ) mostra a relação existente entre o mundo e
o indivíduo, entre o ambiente e os seres que nele habitam. Nossos corpos têm, em sua constituição, todos
os elementos naturais em diferentes proporções. Além dos espíritos amigos que se empenham em nossa vigilância e auxílio morais, contamos com um espírito da natureza, um Orixá pessoal que cuida do equilíbrio
energético, físico e emocional de nossos corpos físicos.
Nós, seres espirituais manifestando-se em corpos físicos, somos influenciados pela ação dessas energias
desde o momento do nascimento. Quando nossa personalidade (a personagem desta existência) começa a
ser definida, uma das energias elementais predomina – e é a que vai definir, de alguma forma, nosso
"arquétipo".
Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá
pessoal, "Chefe de Cabeça", "Pai ou Mãe de Cabeça", ou o nome esotérico "ELEDÁ". A forma como nosso
corpo reage às diversas situações durante esta encarnação, tanto física quanto emocionalmente, está
ligada ao “arquétipo”, ou à personalidade e características emocionais que conhecemos através das lendas
africanas sobre os Orixás. Junto a essa energia predominante, duas outras se colocam como secundárias,
que na Umbanda denominamos de "Juntós", corruptela de "Adjuntó", palavra latina que significa auxiliar, ou
ainda, chamamos de "OSSI" e "OTUM", respectivamente na sua ordem de influência.
Quando um espírito vai encarnar, são consultados os futuros pais, durante o sono, quanto à concordância
em gerar um filho, obedecendo-se à lei do livre arbítrio. Tendo os mesmos concordado, começa o trabalho
de plasmar a forma que esse espírito usará no veículo físico. Esta tarefa é entregue aos poderosos Espíritos
da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa, fornecendo a essa forma as
energias necessárias para que o feto se desenvolva, para que haja vida. A partir desse processo, o novo
ser encarnado estará ligado diretamente àquela vibração original. Assim surge o ELEDÁ desse novo ser
encarnado, que é a força energética primária e atuante do nascimento.
Nesse período, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua respectiva área, partindo do
embrião até formar todas as camadas materiais do corpo humano, que são moldadas até nascer o novo ser
com o seu duplo etérico e corpo denso.
Após o nascimento, essa força energética vai promovendo o domínio gradativo da consciência da alma e da
força do espírito sobre a forma material até que seja adquirida sua personalidade por meio da Lei do livre
Arbítrio. A partir daí essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei,
sustentando-lhe, contudo, a forma e energia material pela contínua manutenção e transformação, no
sentido de manter-lhe a existência.
A cada reencarnação, de acordo com nossas necessidades evolutivas e carmas a serem cumpridos, somos
responsáveis por diferentes corpos, e para cada um destes nossos corpos, podemos contar com o auxílio
de um Espírito da Natureza, um Orixá protetor. É normalmente quem se aproxima do médium quando estes
invocam seu Eledá. Em todos os rituais de Umbanda, de modo especial nas Iniciações, a invocação dessa
força é feita para todos os médiuns quando efetuam seus Assentamentos, meio de atração, para perto de
si, da energia pura do seu ELEDÁ energético e das energias auxiliares, ou "OSSI" e "OTUM.
Eledá, Ossi e Otum formam a Tríade do Coronário do médium na Umbanda.
entre as energias da natureza. A harmonia planetária só é possível devido a um intrincado e imenso jogo
energético entre os elementos químicos que constituem estes mundos e entre cada um dos seres vivos que
habitam estes planetas.
Um dado característico do exercício da religião de Umbanda é o uso, como fonte de trabalho, destas
energias. Vivendo no planeta Terra, o homem convive com Leis desde sua origem e evolução, Leis que
mantêm a vitalidade, a criação e a transformação, dados essenciais à vida como a vemos desenvolver-se a
cada segundo. Sem essa harmonia energética o planeta entraria no caos.
O fogo, o ar, a terra e a água são os elementos primordiais que, combinados, dão origem a tudo que nossos
corpos físicos sentem, assim como também são constituintes destes corpos.
Acreditamos que esses elementos e suas ramificações são comandados e trabalhados por Entidades
Espirituais que vão desde os Elementais (espíritos em transição atuantes no grande laboratório planetário),
até aos Espíritos Superiores que inspecionam, comandam e fornecem o fluido vital para o trabalho
constante de CRIAR, MANTER e TRANSFORMAR a dinâmica evolutiva da vida no Planeta Terra.
A esses espíritos de alta força vibratória chamamos ORIXÁS, usando um vocábulo de origem Yorubana.
Na Umbanda são tidos como os maiores responsáveis pelo equilíbrio da natureza. São conhecidos em
outras partes do mundo como "Ministros" ou "Devas", espíritos de alta vibração evolutiva que cooperam
diretamente com Deus, fazendo com que Suas Leis sejam cumpridas constantemente.
O uso de uma palavra que significa “dono da cabeça” (ORI-XÁ) mostra a relação existente entre o mundo e
o indivíduo, entre o ambiente e os seres que nele habitam. Nossos corpos têm, em sua constituição, todos
os elementos naturais em diferentes proporções. Além dos espíritos amigos que se empenham em nossa vigilância e auxílio morais, contamos com um espírito da natureza, um Orixá pessoal que cuida do equilíbrio
energético, físico e emocional de nossos corpos físicos.
Nós, seres espirituais manifestando-se em corpos físicos, somos influenciados pela ação dessas energias
desde o momento do nascimento. Quando nossa personalidade (a personagem desta existência) começa a
ser definida, uma das energias elementais predomina – e é a que vai definir, de alguma forma, nosso
"arquétipo".
Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá
pessoal, "Chefe de Cabeça", "Pai ou Mãe de Cabeça", ou o nome esotérico "ELEDÁ". A forma como nosso
corpo reage às diversas situações durante esta encarnação, tanto física quanto emocionalmente, está
ligada ao “arquétipo”, ou à personalidade e características emocionais que conhecemos através das lendas
africanas sobre os Orixás. Junto a essa energia predominante, duas outras se colocam como secundárias,
que na Umbanda denominamos de "Juntós", corruptela de "Adjuntó", palavra latina que significa auxiliar, ou
ainda, chamamos de "OSSI" e "OTUM", respectivamente na sua ordem de influência.
Quando um espírito vai encarnar, são consultados os futuros pais, durante o sono, quanto à concordância
em gerar um filho, obedecendo-se à lei do livre arbítrio. Tendo os mesmos concordado, começa o trabalho
de plasmar a forma que esse espírito usará no veículo físico. Esta tarefa é entregue aos poderosos Espíritos
da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa, fornecendo a essa forma as
energias necessárias para que o feto se desenvolva, para que haja vida. A partir desse processo, o novo
ser encarnado estará ligado diretamente àquela vibração original. Assim surge o ELEDÁ desse novo ser
encarnado, que é a força energética primária e atuante do nascimento.
Nesse período, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua respectiva área, partindo do
embrião até formar todas as camadas materiais do corpo humano, que são moldadas até nascer o novo ser
com o seu duplo etérico e corpo denso.
Após o nascimento, essa força energética vai promovendo o domínio gradativo da consciência da alma e da
força do espírito sobre a forma material até que seja adquirida sua personalidade por meio da Lei do livre
Arbítrio. A partir daí essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei,
sustentando-lhe, contudo, a forma e energia material pela contínua manutenção e transformação, no
sentido de manter-lhe a existência.
A cada reencarnação, de acordo com nossas necessidades evolutivas e carmas a serem cumpridos, somos
responsáveis por diferentes corpos, e para cada um destes nossos corpos, podemos contar com o auxílio
de um Espírito da Natureza, um Orixá protetor. É normalmente quem se aproxima do médium quando estes
invocam seu Eledá. Em todos os rituais de Umbanda, de modo especial nas Iniciações, a invocação dessa
força é feita para todos os médiuns quando efetuam seus Assentamentos, meio de atração, para perto de
si, da energia pura do seu ELEDÁ energético e das energias auxiliares, ou "OSSI" e "OTUM.
Eledá, Ossi e Otum formam a Tríade do Coronário do médium na Umbanda.
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OS ORIXÁS
UM POUCO DE HISTÓRIA:
Na aurora de sua civilização, o povo africano mais tarde conhecido pelo nome de iorubá, chamado de nagô
no Brasil e lucumi em Cuba, acreditava que forças sobrenaturais impessoais, espíritos, ou entidades
estavam presentes ou corporificados em objetos e forças da natureza. Tementes dos perigos da natureza que punham em risco constante a vida humana, perigos que eles não podiam controlar, esses antigos
africanos ofereciam sacrifícios para aplacar a fúria dessas forças, doando sua própria comida como tributo
que selava um pacto de submissão e proteção e que sedimenta as relações de lealdade e filiação entre os
homens e os espíritos da natureza.
Muitos desses espíritos da natureza passaram a ser cultuados como divindades, mais tarde designadas
orixás, detentoras do poder de governar aspectos do mundo natural, como o trovão, o raio e a fertilidade da
terra, enquanto outros foram cultuados como guardiões de montanhas, cursos d'água, árvores e florestas.
Cada rio, assim, tinha seu espírito próprio, com o qual se confundia, construindo-se em suas margens os
locais de adoração, nada mais que o sítio onde eram deixadas as oferendas. Um rio pode correr
calmamente pelas planícies ou precipita-se em quedas e corredeiras, oferecer calma travessia a vau, mas
também mostra-se pleno de traiçoeiras armadilhas, ser uma benfazeja fonte de alimentação piscosa, mas
igualmente afogar em suas águas os que nelas se banham. Esses atributos do rio, que o torna ao mesmo
tempo provedor e destruidor, passaram a ser também o de sua divindade guardiã. Como cada rio é
diferente, seu espírito, sua alma, também tem características específicas. Muitos dos espíritos dos rios são
homenageados até hoje, tanto na África, em território iorubá, como nas Américas, para onde o culto foi
trazido pelos negros durante a escravidão e num curto período após a abolição, embora tenham, com o
passar do tempo, se tornado independentes de sua base original na natureza.
O contato entre os povos africanos, tanto em razão de intercâmbio comercial como por causa das guerras e
domínio de uns sobre outros, propiciou a incorporação pelos iorubás de divindades de povos vizinhos, como
os voduns dos povos fons, chamados jejes no Brasil, entre os quais se destaca Nanã, antiga divindade da
terra, e Oxumarê, divindade do arco-íris. O deus da peste, que recebe os nomes de Omulu, Olu Odo,
Obaluaê, Ainon, Sakpatá e Xamponã ou Xapanã, resultou da fusão da devoção a inúmeros deuses
cultuados em territórios iorubá, fon e nupe. As transformações sofridas pelo deus da varíola, até sua
incorporação ao panteão contemporâneo dos orixás, mostra a importância das migrações e das guerras de
dominação na vida desses povos africanos e seu papel na constituição de cultos e conformação de
divindades.
Dentro da cultura do Candomblé, o Orixá é considerado a existência de uma “vida passada na Terra”, na
qual os Orixás teriam entrado em contato direto com os seres humanos, aos quais passaram ensinamentos
diretos e se mostraram em forma humana. Essa teria sido uma época muito distante na qual o ser humano
necessitava da presença física dos Orixás, pois o ser humano ainda se encontrava em um estágio muito
primitivo, tanto materialmente como espiritualmente.
Após passarem seus ensinamento voltaram à Aruanda, mas deixaram na Terra sua essência e
representatividade nas forças da natureza.
Na aurora de sua civilização, o povo africano mais tarde conhecido pelo nome de iorubá, chamado de nagô
no Brasil e lucumi em Cuba, acreditava que forças sobrenaturais impessoais, espíritos, ou entidades
estavam presentes ou corporificados em objetos e forças da natureza. Tementes dos perigos da natureza que punham em risco constante a vida humana, perigos que eles não podiam controlar, esses antigos
africanos ofereciam sacrifícios para aplacar a fúria dessas forças, doando sua própria comida como tributo
que selava um pacto de submissão e proteção e que sedimenta as relações de lealdade e filiação entre os
homens e os espíritos da natureza.
Muitos desses espíritos da natureza passaram a ser cultuados como divindades, mais tarde designadas
orixás, detentoras do poder de governar aspectos do mundo natural, como o trovão, o raio e a fertilidade da
terra, enquanto outros foram cultuados como guardiões de montanhas, cursos d'água, árvores e florestas.
Cada rio, assim, tinha seu espírito próprio, com o qual se confundia, construindo-se em suas margens os
locais de adoração, nada mais que o sítio onde eram deixadas as oferendas. Um rio pode correr
calmamente pelas planícies ou precipita-se em quedas e corredeiras, oferecer calma travessia a vau, mas
também mostra-se pleno de traiçoeiras armadilhas, ser uma benfazeja fonte de alimentação piscosa, mas
igualmente afogar em suas águas os que nelas se banham. Esses atributos do rio, que o torna ao mesmo
tempo provedor e destruidor, passaram a ser também o de sua divindade guardiã. Como cada rio é
diferente, seu espírito, sua alma, também tem características específicas. Muitos dos espíritos dos rios são
homenageados até hoje, tanto na África, em território iorubá, como nas Américas, para onde o culto foi
trazido pelos negros durante a escravidão e num curto período após a abolição, embora tenham, com o
passar do tempo, se tornado independentes de sua base original na natureza.
O contato entre os povos africanos, tanto em razão de intercâmbio comercial como por causa das guerras e
domínio de uns sobre outros, propiciou a incorporação pelos iorubás de divindades de povos vizinhos, como
os voduns dos povos fons, chamados jejes no Brasil, entre os quais se destaca Nanã, antiga divindade da
terra, e Oxumarê, divindade do arco-íris. O deus da peste, que recebe os nomes de Omulu, Olu Odo,
Obaluaê, Ainon, Sakpatá e Xamponã ou Xapanã, resultou da fusão da devoção a inúmeros deuses
cultuados em territórios iorubá, fon e nupe. As transformações sofridas pelo deus da varíola, até sua
incorporação ao panteão contemporâneo dos orixás, mostra a importância das migrações e das guerras de
dominação na vida desses povos africanos e seu papel na constituição de cultos e conformação de
divindades.
Dentro da cultura do Candomblé, o Orixá é considerado a existência de uma “vida passada na Terra”, na
qual os Orixás teriam entrado em contato direto com os seres humanos, aos quais passaram ensinamentos
diretos e se mostraram em forma humana. Essa teria sido uma época muito distante na qual o ser humano
necessitava da presença física dos Orixás, pois o ser humano ainda se encontrava em um estágio muito
primitivo, tanto materialmente como espiritualmente.
Após passarem seus ensinamento voltaram à Aruanda, mas deixaram na Terra sua essência e
representatividade nas forças da natureza.
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