martes, 7 de octubre de 2008

O CANDOMBLÉ

O Candomblé é uma religião de origem africana, com seus rituais e (em algumas casas) sacrifícios; através
dos rituais é que se cultuam os Orixás.
O Candomblé é dividido em nações, que vieram para o Brasil na época da escravidão.
São duas nações com suas respectivas ramificações:
Nação Sudanesa: Ijexá, Ketu, Gêge, Mina-gêge, Fom e Nagô
Nação Bantu: Congo, Angola-congo, Angola.
Desde muito cedo, ainda no século XVI, constata-se na Bahia a presença de negros bantu, que deixaram a
sua influência no vocabulário brasileiro (acarajé, caruru, amalá, etc.). Em seguida verifica-se a chegada de
numeroso contingente de africanos, provenientes de regiões habitadas pelos daomeanos (gêges) e pelos
iorubás (nagôs), cujos rituais de adoração aos deuses parecem ter servido de modelo às etnias já instaladas
na Bahia.
Os navios negreiros transportaram através do Atlântico, durante mais de 350 anos, não apenas mão-deobra
destinada aos trabalhos de mineiração, dos canaviais e plantações de fumo, como também sua
personalidade, sua maneira de ser e suas crenças.
As convicções religiosas dos escravos eram entretanto, colocadas às duras penas quando aqui chegavam,
onde eram batizados obrigatoriamente “para salvação de sus almas” e deviam curvar-se às doutrinas
religiosas de seus “donos”.


Primeiros Terreiros de Candomblé


A instituição de confrarias religiosas, sob a ordem da Igreja Católica, separava as etnias africanas. Os
negros de Angola formavam a Venerável Ordem Terceira do Carmo, fundada na igreja de Nossa Senhora
do Rosário do Pelourinho. Os daomeanos reuniam-se sob a devoção de Nosso Senhor Bom Jesus das
Necessidades e Redenção dos Homens Pretos, na Capela do Corpo Santo, na Cidade Baixa. Os nagôs,
cuja maioria pertencia a nação Ketu, formavam duas irmandades: uma de mulheres, a de Nossa Senhora
da Boa Morte, outra reservada aos homens, a de Nosso Senhor dos Martírios.
Através dessas irmandades (ou confrarias), os escravos ainda que de nações diferentes, podiam praticar
juntos novamente, em locais situados fora das igrejas, o culto aos Orixás.
Várias mulheres enérgicas e voluntariosas, originárias de Ketu, antigas escravas libertas, pertencentes à
Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte da Igreja da Barroquinha, teriam tomado a iniciativa de criar um
terreiro de candomblé chamado Iyá Omi Asé Airá Intilé, numa casa situada na ladeira do Berquo, hoje
visconde de itaparica.
As versões sobre o assunto são controversas, assim como o nome das fundadoras: Iyalussô Danadana e
Iyanasso Akalá segundo uns e Iyanassô Oká, segundo outros.
O terreiro situado, quando de sua fundação, por trás da Barroquinha, instalou-se sob o nome de Ilê
Iyanassô na Avenida Vasco da Gama, onde ainda hoje se encontra, sendo familiarmente chamado de Casa
Branca de Engenho Velho, e no qual Marcelina da Silva (não se sabe se é filha carnal ou espiritual de
Iyanassô) tornou-se a mãe-de-santo após a morte de Iyanassô.
O primeiro “toque” deste candomblé foi realizado num dia de Corpus Christi e o Orixá reverenciado foi
Oxossi.


CANDOMBLÉ DE CABOCLO


O Candomblé, ao desembarcar no País com os escravos, encontrou aqui um outro culto de natureza
mediúnica, chamado "Pajelança", praticado pelos índios nativos em variadas formas. Em ambos os cultos
havia a comunicação de Espíritos.
Com o tempo, alguns terreiros começaram a misturar os rituais do Candomblé com os da Pajelança, dando
origem a um outro culto chamado "Candomblé de Caboclo". Naturalmente, os Espíritos que se
manifestavam eram os de índios e negros, que o faziam com finalidades diversas.
A exemplo de toda nossa cultura, o candomblé de caboclo é um a miscigenação de europeus, africanos e
ameríndios, uma verdadeira mistura de crenças e costumes que suas entidades trazem em suas passagens
pela terra conforme suas falanges ou linhas que se dividem em Caboclos de Pena, a linha só há índios
brasileiros, Caboclo de couro que pertence a linha dos homens que lidavam com gado, marujos que são
aqueles que viviam no mar e outras como os famosos baianos que é a linha que representa o trabalhador
nordestino que padeceu nos sertões brasileiros, assim como falange de Zé Pilintra que a história conta que
foi um "malandro" injustiçado que se tornou encantado. Estes últimos são mais comuns nos cultos de
umbanda da a região sudeste do país.Influências Ketu, Gêge, Catolicismo, Ameríndia
Usam dentro da ritualística o gongá ou peiji (palavra de origem indígena qu quer dizer altar), onde misturam
imagens de todos os tipos: santos da Igreja Católica, pretos-velhos, crianças, índios, sereias, etc.
Trazem do Candomblé as festividades que louvam os Orixás e utilizam os atabaques (ilus); no lugar das
sessões realizam as giras. A vestimenta é igual à do Candomblé; usam roncó, camarinha, feitura e na saída
ocorre a personificação do Orixá (o médium sai com a vestimenta do Orixá); utilizam sacrifício (matança) de
animais.
Nas sessões normais os caboclos utilizam cocares, arcos, flechas e no que se refere aos trabalhos, o nome
dado é “Mandinga”.
Utilizam o ipadê ou padê, exigência dos Exús; os cântigos são denominados orikis e misturam cântigos em
português e em iorubá.



OMOLOCÔ

Influências: Angola, Congo, Ketu, Gêge, Catolicismo, Ameríndia.
Também denominado de Umbanda Mista, Umbanda Cruzada, Umbanda Traçada.
É o mais próximo da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas; segundo pesquisadores, este
Candomblé estaria em transição para a Umbanda.

(Extraido de archivo pdf que no menciona a su autor )